28/02/2010

São Paulo Restaurant Week

Começa nesta segunda e vai até o dia 14 de março a nova edição da São Paulo Restaurant Week. É sempre um bom momento para provar entrada, prato principal e sobremesa em restaurantes conceituados pagando R$ 27,50 no almoço e R$ 39 no jantar. Dessa vez, as 200 casas participantes indicarão também sugestões de harmonização com as cervejas do portfólio da Baden Baden e com vinho Nederbug. Nunca é demais lembrar: nem tente sair de casa sem reserva, sobretudo nos finais de semana. Os cardápios estão disponíveis no site oficial. Para conferir um pouco do que percebemos da edição anterior, é só clicar aqui e também aqui.

21/02/2010

Jantar com comidinhas

Buenos Aires é uma cidade repleta de bons restaurantes e, a grande maioria, traz pratos saborosos e generosos.
Em um dia de muitos passeios, andamos por várias partes da cidade e experimentamos a comida de mais de um local. O resultado desse ato guloso foi perder a fome na hora do jantar. Mas claro que ficar no hotel e desperdiçar uma noite na capital portenha definitivamente não estava em nossos planos.
Então, achamos que esse seria o momento ideal para petiscar algo no Hard Rock Café e depois dar um pulo no El Sanjuanino, que serve as empanadas mais tradicionais da cidade.
No Hard Rock Café, fiquei bem animada quando vi que o cardápio incluía suco, pois quase todos os restaurantes que fomos não ofereciam a bebida. Logo pedi um de pomelo, conhecido por aqui como Grapefruit (7 pesos). A empolgacão foi tanta que nem cheguei a cogitar a hipótese dele ser industrializado. Decepção total depois do primeiro gole. O Fernando que se saiu bem pedindo uma caneca de Quilmes Bock (14 pesos).

Para acompanhar as bebidas, uma porção de Santa Fe Spring Holls (24 pesos). Rolinhos recheados de frango, espinafre, feijão preto, milho, pimenta jalapeño e queijos mistos. Tudo isso servido com salada e um creme à base de queijo que não vamos esquecer tão cedo.

Apesar da combinação do recheio ser meio duvidosa, nos surpreendemos com a harmonia dos sabores. A massa, que lembrava a de rolinho primavera, estava incrível. Sem dúvida foi o melhor petisco que comemos em Buenos Aires.
Saímos do Hard Rock Café direto para o El Sanjuanino, restaurante que há mais de quarenta anos serve empanadas e pratos regionais.

Se nossa fome não estivesse tão pequena, provaríamos algum dos interessantes pratos típicos. Mas nos contentamos com as empanadas de queso y cebolla, carne picante, carne suave e choclo (milho). Cada uma custou 5 pesos.

Para mim, foram as melhores empanadas que provamos, com recheio na textura certa e massa leve. O Fernando também gostou bastante, mas elegeu as do Patio Cervecero como as preferidas da viagem.
Ficamos curiosos para ver como era a Gran Sanjuanina, empanada frita recheada de carne (6 pesos). Aprovamos, mas achamos desnecessário ingerir tantas calorias. As empandas assadas não deixam nada a desejar.

Para encerrar a noite das guloseimas, Torta Rogel (16 pesos), aquela que já citamos aqui, e que traz camadas de massa intercaladas com doce de leite e cobertura de merengue. Boa, mas não como a do Havanna Café.


Sugestão do chef: o Hard Rock Café funciona dentro do Buenos Aires Design, um shopping temático dedicado exclusivamente a peças, móveis, esculturas e artigos que envolvam design conceitual em suas criações. Um detalhe curioso é que se você pedir para ir ao Hard Rock Café, corre o risco de não ter o pedido compreendido pelo taxista: eles costumam chamar o lugar de “Caro Café” – não sem uma certa dose de razão.

Hard Rock Café: Av. Pueyrredón, 2501 – Recoleta – Buenos Aires – Argentina. Tel.: (54 11) 4807-7625
El Sanjuanino: Posadas, 1515 – Recoleta – Buenos Aires – Argentina. Tel.: (54 11) 4804-2909
Buenos Aires Design: Av. Pueyrredón y Libertador – Recoleta – Buenos Aires – Argentina. Tel.: (54 11) 5777-6000

20/02/2010

La cena y el baile

Assim como boa parte dos turistas que estão em Buenos Aires pela primeira vez, nos programamos para assistir um show de tango.
O principal atrativo de quase todas as tanguerias que pesquisamos era o pacote com jantar seguido do show. Mas nenhum dos cardápios apresentados foi bom o suficiente para nos fazer desembolsar algo em torno de 100 dólares por cabeça!
Passeando pela feira de San Telmo naquele já citado domingo, caminhamos até o El Viejo Almacén, uma das casas de tango que estavam em nossa pré-seleção, feita ainda no Brasil.

O El Viejo Almacén restaurante funciona em um prédio novo e suas instalações são requintadas e sóbreas. Mas as apresentações acontecem no salão do outro lado da rua, construído em 1969. Achamos o local muito interessante pois tanto a casa quanto a ambientação interna original continuam preservadas.
Fizemos as reservas apenas para o show de tango e fomos procurar um lugar ali por perto para jantar. Nem precisamos andar muito porque no mesmo quarteirão do El Viejo Almacén vimos o Campo Alto, um outro restaurante simpático com cardápio que nos agradou. Na quarta-feira à noite, lá estávamos.

O cardápio tem preços convidativos e traz boas combinações de carnes, aves, peixes e massas. O couvert é modesto, apenas pão, torrada e patê.

Apesar da parrilla estar bem próxima da nossa mesa, preferimos deixar as carnes de lado, pelo menos naquela noite.
O Fernando escolheu Trucha con salsa de Hongos Patagônicos y Torre de verduras grillé (29 pesos). Prato com apresentação grotesca, mas bem saboroso e equilibrado. O molho de cogumelos patagônicos estava muito bom, melhor do que imaginávamos. Os legumes grelhados ficaram crocantes e combinaram bem com o peixe.

Raviolone Mediterrâneo Light con muzzarella, berenjena y albahaca (15 pesos) foi meu pedido. A massa foi cozida um pouco além do necessário, porém isso não chegou a prejudicar a boa proposta do prato. As enormes folhas de manjericão fresco, apesar de exageradas, ajudaram a ressaltar o sabor dos legumes, que não estavam tão bem temperados.

Pulamos a sobremesa pois já estava quase na hora do show de tango começar. Aprovamos o espetáculo moderno que mesclou tango, mariachis e cantores.

Foi uma noite animada, acompanhada de gente de vários cantos do mundo e de muito espumante.

Sugestão do chef: o show de tango sem o jantar custa 53 dólares por pessoa. No valor estão inclusos transfer hotel/show/hotel e duas taças de vinho ou espumante.

Campo Alto: Balcarce, 761 – San Telmo – Buenos Aires – Argentina. Tel: (54 11) 4362-3734
El Viejo Almacén: Av. Independencia y Balcarce – San Telmo – Buenos Aires – Argentina.
Tel.: (54 11) 4307-6689

19/02/2010

Sem muita sorte em Puerto Madero

Depois do nosso almoço frustrado no Siga La Vaca, decidimos voltar a Puerto Madero. Como uma das noites estava reservada para visitar o cassino que funciona dentro de um barco ancorado no porto, achamos que antes deste passeio, jantar em algum restaurante próximo seria uma boa pedida.
Andamos um pouco e logo fomos atraídos pelo estilo clássico do Happening.

Ficar no deck com vista para o porto iluminado certamente seria bastante agradável, mas o vento gelado fez com que preferíssemos o espaçoso e elegante salão interno.

Pães, manteiga, patê e vinagrete foram trazidos à nossa mesa. Para os padrões de Buenos Aires, este foi um couvert caprichado – a maioria dos restaurantes serve apenas pão.

O friozinho daquela noite pedia um vinho. A carta não era muito grande, mas tinha certa variedade. Optamos pelo Alamos de Mendoza Reserve Malbec (73 pesos).

Não foi a melhor escolha. O vinho era um pouco forte, sem equilíbrio e com acidez bem marcante. Aliás, não demos muita sorte com os vinhos nessa viagem.
No enxuto cardápio do Happening, as carnes predominam. Frango e peixes também aparecem, mas em pouquíssimas variações.
Na tentativa de uma refeição mais leve, o Fernando foi de Lenguado en salsa de Atún, Zucchine y Berenjenas (53 pesos).

O peixe estava no ponto certo, mas não empolgou muito. O molho de atum foi o destaque do prato, já que a abobrinha e a beringela estavam sem graça (e sem tempero!).
Eu fiquei com o Ojo de bife en reducción de Malbec, con Panceta ahumada y Papas Dauphine (54 pesos).

O miolo do contra filé é uma carne alta, mas, mesmo assim, foi servida bem macia e cozida ao ponto. O molho de Malbec me agradou, porém, no geral, a combinacão com o bacon deixou o prato pesado e um pouco enjoativo. Não deu para comer tudo.
Em relação à variedade dos pratos principais, a oferta de sobremesas era interessante. Resisti bravamente à panqueca de doce de leite e pedi Crema Catalana (19 pesos). Boa, apenas.

Já o Fernando, apaixonado pelo doce de leite argentino, não podia deixar de provar a Mousse de Dulce de Leche (19 pesos).

Pena que, assim como o peixe, o doce também não empolgou muito. E, acreditem, o sabor do doce de leite quase não foi notado.
Realmente não acertamos nas escolhas em Puerto Madero. E, com tanta falta de sorte, melhor não arriscar nenhuma prata no cassino.

Sugestão do chef: para quem tiver algumas horas (e pesos) para gastar na região, vale conhecer o Cassino Puerto Madero.

A atração funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Na parte interna, conta com um bar que serve bebidas no balcão. O problema é aguentar o forte cheiro de cigarro.

Happening: Alicia Moreau de Justo, 310 – Puerto Madero – Buenos Aires – Argentina. Tel.: (54 11) 4319-8712
Cassino Puerto Madero: Elvira Rawson de Dellepiane, s/nº, Dársena Sur, Puerto de Buenos Aires – Puerto Madero – Buenos Aires – Argentina. Tel.: (54 11) 4636-3100.

07/02/2010

O clássico Tortoni

Nunca gostei de ler em reportagens de turismo que um local é “parada obrigatória” para quem vai a determinado destino. Acho pretensioso demais pensar que uma opinião pessoal deve ser seguida por leitores de diferentes perfis. É o que acontece com o Café Tortoni, apontado como obrigação de turista em Buenos Aires.

A fama do café, fundado em 1858 e outrora frequentado por gente da competência literária de Jorge Luis Borges e do talento musical de Carlos Gardel, é muito bem aproveitada pelos proprietários. Ninguém consegue sequer dar uma espiadinha sem consumir algo: um funcionário mantém a porta fechada aos olhares curiosos. Fila de espera? Na calçada.

Fomos lá em uma tarde de quarta-feira e conseguimos uma mesa em menos de 10 minutos, algo raro segundo os relatos que ouvimos. O café, pelo qual paguei 7 pesos, é tão fraquinho quanto os outros que provamos na cidade. Já o chocolate com 3 churros (19 pesos), que dividi com a Débora, estava ótimo. O leite vem separado, para ser acrescentado na quantidade desejada. Os churros estavam sequinhos e bem saborosos. Pedimos ainda uma porção de doce de leite para acompanhá-los (3 pesos), um pedido que, na Argentina, não tem como dar errado.

Haviam nos alertado para o atendimento complicado, mas não foi essa a nossa percepção. Do cardápio à conta, tudo chegou rápido à mesa. Não tínhamos obrigação de ir até lá, mas fomos e gostamos.

Sugestão do chef: as conhecidas apresentações de tango no Tortoni acontecem todos os dias. O local também é procurado por quem pretende almoçar ou jantar, mas os preços são pouco convidativos se comparados a locais que servem cardápio semelhante na cidade.


Café Tortoni: Av. de Mayo, 829 – Centro – Buenos Aires – Argentina- Tel.: (54 11) 4342-4328
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